Muito bem Pessoal, mais uma quarta-feira, e nesta semana quem contribui com sua experiência gamistíca cheia de nostalgia é o Walmir Guerra de São Sebastião do Paraíso, interior de Minas Gerais, tem 20 anos e seu game escolhido é nada mais nada menos que o colosso do playstation 1: Metal Gear Solid.

Franquias costumam trazer consigo legiões de fãs, no entanto poucas são as que conseguem fazer seguidores. Podemos enumerar algumas como Final Fantasy, Mario, Zelda, Devil May Cry, mas dessa vez falaremos de Metal Gear. O que o game de um cara, fumante, sério e (quase) sem amigos tem de tão especial? Descobriremos agora.

A série teve seu início em 1987 no pouco conhecido MSX2, mas a grande maioria (como eu) conheceu o a série no Playstation com Metal Gear Solid em 1998. Criado pelo gênio Hideo Kojima, de cara o que mais impressionava era a qualidade gráfica, “fizeram miséria” com aqueles 32 Bits. Mas apenas isso não era o bastante para conquistar um fã, o fator crucial que faziam  Metal Gear Solid brilhar tanto era a imersão, poucos jogos te davam sensações tão fortes.

Inicialmente encontrei certa dificuldade em jogar, não pelos controles ou meu pequeno conhecimento de inglês na época e sim pela cultura de jogos de tiro que eu tinha. Na minha inocente mente eu tinha que matar todo mundo, não entrava na minha cabeça que eu poderia e deveria passar para a próxima tela sem matar ninguém e pior, sem ser visto. Demorou um certo tempo até eu pegar “as manhas” do jogo. Diferente de outros jogos, essa dificuldade de avançar deixava o jogo cada vez mais desafiador e viciante. Era comum ficar travado em um lugar muito tempo sem saber o que fazer, devo isso em grande parte à minha deficiência com o Inglês. Desligava o console, mas o game não saía da cabeça, me lembro bem da última folha do meu caderno onde eu anotava, durante a aula, possíveis coisas que eu deveria fazer no game quando chegasse em casa.

A postura dos personagens era algo que chamava a atenção. Snake sempre sério, meio indiferente à situação, sem amigos e misterioso me deixava cada vez mais curioso pra saber mais sobre seu passado, coisa que nem ele sabia muito bem. Meryl, a garotinha bancando de machão. Otacon, a figura perfeita do NERD ( inclusive a parte de amar e não ser correspondido), inteligente e viciado em Anime/Manga. Eram personagens tão ricos e com personalidades tão marcantes que era difícil não se identificar com pelo menos um deles.

Tédio era algo que não sentia jogando, a estória te deixa boquiaberto a todo momento. Cada hora uma pessoa ou situação te surpreende como alguém fundamental morrer, fulano que na verdade não era fulano (uhhh quase um spoiler).

O som do game é extremamente marcante, as músicas das batalhas com chefes te dão realmente a sensação de ameaça, além é claro da dublagem impecável. Quem não se lembra do famoso “There you are!!!” do Liquid Snake na batalha com a gigantesca Metal Gear, frase tão marcante que serve de inspiração até hoje, não é Sr.Albert Wesker?!?!? Ainda falando do som, a sensação de adrenalina sendo liberada no seu corpo ao ser visto por uma câmera ou guarda, e tudo por causa daquela sirene maldita que insistia em te assustar justamente nos momentos de maior concentração seguida da música frenética. Algo completamente sem preço.

A grande maioria dos jogos te limita a apenas apertar botões e ver filminhos, não que isso seja ruim, mas Metal Gear Solid consegue cruzar a linha entre a realidade e ficção com coisas muito simples, porém geniais. Ainda no início do game, Colonel pede que entre em contato com Meryl pelo Codec, mas não te dá a frequência, ele só te diz que está na parte de trás da caixa do CD. Que maldito CD era esse? Não havia nos meus itens nenhum CD, o que resultou em muitas voltas por toda aquela base e um acréscimo de mais ou menos umas 3 horas em tempo de jogo. Quando me dei conta que o CD em questão era o disco do jogo mesmo, foi como descobrir a America. A atitude de dar Pause e sair procurando a capa do jogo, coisa que provavelmente a sua mãe já tivesse jogado fora ou colocado em alguma caixa de sapatos encima do guarda roupas fez com que eu me sentisse parte da missão (tá, exagerei, mas era quase isso).

A batalha contra Psycho Mantis também promove algo parecido quando você precisa trocar de controle para poder batalhar sem que ele leia sua mente. Momentos realmente geniais. Metal Gear Solid com certeza sempre será lembrado como um game ímpar, inovador que serviu e sempre servirá de inspiração para muitos outros jogos. Em uma época onde enredo envolvente, personagens e diálogos profundos eram coisas de filme, Hideo Kojima provou que isso poderia ser aplicado em Video Games e atingiu um nível de imersão poucas vezes vista.

Agora é com você, leitor, conte-nos nos comentários suas experiências marcantes com MGS, como conheceu, o que mais impressionou. Eu fico por aqui, câmbio e desligo.



Dúvidas, comentários, xingamentos, críticas e tilts para: [email protected]
E sigam-nos no Twitter: @Cafecgames
Postado por cafe_com_games | 10 nov 2010 | 6 Comentários

6 Comentários »

  1. Smailin disse:

    O que mais me impressionou foi a historia da caixa, não joguei Metal Gear mas isso da caixa do CD é genial.

    Comentário de Smailin em 10/11/2010 as 6:07
  2. Estolano disse:

    Agora imagine o desespero de quem jogou pirata e não tinha o Nº da Meryl na caixa, rs?

    Comentário de Estolano em 10/11/2010 as 12:13
  3. soreen disse:

    metal gear e um dos jogos mais marcantes da minha vida nem posso dizer senao eu nao paro.
    falta muito ration para gente fazer um cast sobre mas aguardem(uma vez q e um dos jogos que iniciaram o projeto cafe com games).

    Comentário de soreen em 10/11/2010 as 13:17
  4. tiago disse:

    Não joguei muito o Metal Gear do PS1 joguei um pouco na casa de um amigo meu a muito tempo. Mas tive a felicidade de zerar o 3 no ps2 e o jogo é simplismente incrível a história os gráficos tudo o jogo é sensacional.

    Comentário de tiago em 10/11/2010 as 18:37
  5. MaTT Peres disse:

    Cara, o primeiro é clássico dos clássicos. O clima do jogo é tenso, os personagens são magnificos. O final em que a Meryl morre pode ser triste, mas é o que tem mais cabimento e deixa o jogo mais drámatico (ela tem muito carisma. Ironicamente me lembra a Aeris do FF7). O duelo final contra Liquid e a perseguição no tunel é coisa cinematografica. Olha, vou concordar com o Soreen. Se começar a falar, não vou parar. Metal Gear: EPIC!!!

    Comentário de MaTT Peres em 10/11/2010 as 21:15
  6. Lucas disse:

    Realmente, isso de trabalhar os personagens e o enredo como um filme, fez do jogo algo superior.

    Comentário de Lucas em 11/11/2010 as 8:51

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URL

Deixe um comentário

Copyright
NanoStudio